Projeto de Prem Samit Janaina Benke com parceria de Andreia Ferrari, Nicole Roitberg e Ivy Marques Garcia 

Confeccção bastão de poder, vivencia ervas, roda de cantos iniciaticos e tambores, danças circulares, mini aum, fogueira com contos e ritos iniciaticos, vivencia amor proprio, mandala da lua, revivendo o nascimento somaterapia, heart chakra, saberes do feminino, kundalini dance 

Cada filha leva consigo a sua mãe. É um vínculo eterno do qual nunca poderemos nos desligar. Porque, se algo deve ficar claro, é que sempre teremos algo de nossa mãe.

 

Para termos saúde e sermos felizes, cada uma de nós deve conhecer de que maneira nossa mãe influenciou nossa história e como continua influenciando. Ela é a que, antes de nascermos, ofereceu nossa primeira experiência de carinho e de sustento. E é através dela que compreendemos o que é ser mulher e como podemos cuidar ou descuidar do nosso corpo.

Nossas células se dividiram e se desenvolveram ao ritmo das batidas do coração; nossa pele, nosso cabelo, coração, pulmões e ossos foram alimentados pelo sangue, sangue que estava cheio de substâncias neuroquímicas formadas como resposta a seus pensamentos, crenças e emoções. Quando sentia medo, ansiedade, nervosismo, ou se sentia muito aborrecida pela gravidez, nosso corpo se inteirou disso; quando se sentia segura, feliz e satisfeita, também notamos.

– Christiane Northrup –

 

O legado que herdamos de nossas mães

“A maior herança de uma mãe para uma filha é ter se curado como mulher”

– Christiane Northrup –

Qualquer mulher, seja ou não seja mãe, leva consigo as consequências da relação que teve com sua progenitora. Se ela transmitiu mensagens positivas sobre seu corpo feminino e sobre a maneira como devemos trabalhá-lo e cuidá-lo, seus ensinamentos sempre irão fazer parte de um guia para a saúde física e emocional.

No entanto, a influência de uma mãe também pode ser problemática quando o papel exercido for tóxico, devido a uma atitude negligenciada, ciumenta, chantagista ou controladora.

Quando conseguimos compreender os efeitos que a criação teve sobre nós, começamos a compreender a nós mesmas, a nos curarmos, e a sermos capazes de assimilar o que pensamos de nosso corpo ou a explorar o que consideramos possível conseguir na vida.

 

A atenção materna, um nutriente essencial para toda a vida

Quando uma câmera de TV filma alguém do público em algum evento esportivo ou qualquer outro acontecimento… O que as pessoas costumam gritar? “Oi, mãe!”

Quase todos nós temos a necessidade de sermos vistos por nossas mães, buscamos sua aprovação. Na origem, esta dependência obedece às questões biológicas, pois precisamos delas para subsistir durante muitos anos; no entanto, a necessidade de afeto e de aprovação é forjada desde o primeiro minuto, desde que olhamos nossa mãe para sabermos se estamos fazendo algo certo ou se somos merecedores de uma carícia.

Assim como indica Northrup, o vínculo mãe-filha está estrategicamente desenhado para ser uma das relações mais positivas, compreensivas e íntimas que teremos na vida. No entanto, isso nem sempre acontece assim…

Com o passar dos anos, esta necessidade de aprovação pode se tornar patológica, gerando obrigações emocionais que propiciam que nossa mãe tenha o poder sobre nosso bem-estar durante quase toda a nossa vida.

O fato de que nossa mãe nos reconheça e nos aceite é um sede que temos que saciar, mesmo que tenhamos que sofrer para conseguir isso.  Isso supõe uma perda de independência e de liberdade que nos apaga e nos transforma.

 

Como começar a crescer como mulher e filha?

Não podemos escapar desse vínculo, pois seja ou não saudável, sempre estará ali para observar nosso futuro.

A decisão de crescer implica limpar as feridas emocionais ou qualquer questão que não tenha sido resolvida na primeira metade de nossa vida. Esta transição não é uma tarefa fácil, pois primeiro temos que detectar quais são as partes da relação materna que requerem solução e cicatrização.

Disso depende nosso senso de valor presente e futuro. Isso acontece porque sempre há uma parte de nós que pensa que devemos nos dar em excesso para a nossa família ou para o nosso parceiro para sermos merecedoras de amor.

A maternidade e, inclusive, o amor de mulher continuam sendo sinônimos culturais na mente coletiva. Isso supõe que nossas necessidades sejam sempre relegadas ao cumprimento ou não das dos demais. Como consequência, não nos dedicamos a cultivar nossa mente de mulher, senão a moldá-la ao gosto da sociedade na qual vivemos.

As expectativas do mundo sobre nós podem ser muito cruéis. De fato, eu diria que constituem um verdadeiro veneno que nos obriga a esquecer nossa individualidade.

Estas são as razões que fazem tão necessária a ruptura da cadeia de dor e cicatrização íntegra de nossos vínculos, ou as lembranças que temos deles. Devemos estar cientes de que estes vínculos se tornaram espirituais há muito tempo e, portanto, cabe a nós fazermos as pazes com eles.

Fonte consultada: Mães e filhas de Christiane Northrup

Texto original em espanhol de Raquel Aldana

Fonte indicada: A mente é maravilhosa 

contos de fada: http://institutofreedom.com.br/blog/category/contos-de-fada/

ritual da menarca http://wwwrituais.blogspot.com.br/2010/12/ritual-da-menarca.html

Resgatando o passado, construindo o futuro

Durante os milênios da supremacia patriarcal, refletida nos valores espirituais, culturais, sociais, comportamentais e amparada pela hierarquia divina masculina, foi negada e reprimida qualquer manifestação da energia feminina, divina e humana. Resultou assim em uma cultura exclusiva e destrutiva, centrada na violência, conquista e dominação, com o conseqüente desequilíbrio global atual.
Os homens – como gênero – não foram os únicos responsáveis pelas agressões e atitudes extremistas a eles atribuídas; a causa pode ser atribuída à maneira pela qual a identidade masculina foi criada e reforçada pelos modelos e comportamentos de “heróis” e “super-homens”. Fundamentados em seus direitos “divinos”, outorgados inicialmente por deuses guerreiros e depois reiterados pela interpretação tendenciosa dos preceitos bíblicos, os homens foram inspirados, instigados e recompensados para desconsiderar e deturpar as milenares tradições matrifocais e os cultos geocêntricos. Em lugar de valores de paz, prosperidade e parceria igualitária, foram instaurados princípios e sistemas de conquista, exploração e dominação da Terra, das mulheres, crianças e de outros homens.
Pela sistemática inferiorização e perseguição da mulher, o patriarcado procurava apagar e denegrir os cultos da Grande Mãe, interditando os seus rituais, “demonizando” e distorcendo seus símbolos e valores. A relação igualitária homem-mulher foi renegada, a mulher declarada um ser inferior, desprovido de alma, amaldiçoado por Deus, responsável pelos males do mundo e por isso destinada a sofrer e a ser dominada pelo homem. Os princípios masculino e feminino – antes pólos complementares da mesma unidade – foram separados e colocados em ângulos opostos e antagônicos. Enalteceu-se o Pai, negou-se a Mãe e usou-se o nome de Deus para justificar e promover o código patriarcal, a subjugação e exploração da Terra e das mulheres. A tradição, os cultos e a simbologia da Deusa foram relegados ao ostracismo e paulatinamente caíram no esquecimento. Patriarcado e cristianismo se uniram na construção de uma sociedade hierárquica e desigual, baseada em princípios, valores, normas, dogmas religiosos, estruturas sociais e culturais masculinas.
As últimas décadas do século passado proporcionaram uma gradativa mudança de paradigmas nas relações e nos conceitos relativos ao masculino e feminino. No entanto, para que este avanço teórico se concretize em ações e modificações comportamentais e espirituais, é imprescindível reconhecer a união harmoniosa e complementar das polaridades e procurar novos símbolos e rituais para o seu fortalecimento e equilíbrio. Com o surgimento progressivo de uma dimensão feminina da Divindade na atual consciência coletiva, está sendo fortalecido o retorno à Deusa e a revalorização do Sagrado Feminino.
Somos nós que estamos voltando à Deusa, pois Ela sempre esteve ao nosso lado, apenas oculta na bruma do esquecimento e velada pela nossa falta de compreensão e conexão com seu eterno amor e poder.
A principal diferença entre o Pai patriarcal, celeste e a Mãe cósmica e telúrica universal é a condição transcendente e longínqua do Criador e a essência imanente e eternamente presente da Criadora, em todas as manifestações da Natureza.
A redenção do Sagrado Feminino diz respeito tanto à mulher quanto ao homem. Ao esperar respostas e soluções vindas do Céu, esquecemos de olhar para baixo e ao redor, ignorando as necessidades da nossa Mãe Terra e de todos os nossos irmãos de criação. Para que os valores femininos possam ser compreendidos e vividos, são necessárias profundas mudanças em todas as áreas: social, política, cultural, econômica, familiar e espiritual. Uma nova consciência do Sagrado Feminino surgirá tão somente quando for resgatada a conexão espiritual com a Mãe Terra, percebida e honrada a Teia Cósmica à qual todos nós pertencemos e assumida a responsabilidade de zelar pelo seu equilíbrio e preservação.
O reconhecimento do Sagrado Feminino deve ser uma busca de todos, porém cabe às mulheres uma responsabilidade maior, devido à sua ancestral e profunda conexão com os arquétipos, atributos, faces, ciclos e energias da Grande Mãe.
Uma grande contribuição na transformação da mentalidade do passado e na expansão atual da consciência coletiva são os encontros de homens e mulheres em círculos e vivências comunitárias, para despertar e alinhar mentes, corações e espíritos em ações que visem a cura e a transmutação das feridas da psique, infligidas pelo patriarcado. Apaziguar a si mesmo, harmonizar seus relacionamentos, vencer o separatismo, reconhecer e honrar a interdependência de todos os seres, evitar qualquer forma de violência, dominação, competição ou discriminação são desafios do ser humano contemporâneo, no nível pessoal, coletivo e global. Incentivando a parceria entre os gêneros e a interação dos planos energéticos (celeste, telúrico, ctônico) criam-se condições que favorecem a expansão da consciência individual e contribuem para a evolução planetária.

Texto de : Por Mirella Faur

A Recepção da Minha Primeira Lua (Menarca)

Não houve nenhum ritual, nenhuma festa, nenhum presente ou flores, mas eu desejava muito me tornar uma mulher, uma mulher madura, uma mulher de verdade, estava cansada de ser simplesmente uma menina e de ser chamada de criança. Poxa! Não era assim que eu me sentia!

 

Talvez por ser a irmã mais velha, naquela época de 3, hoje de 4 (2 homens e 2 mulheres), mas é bem provável que eu quisesse me autoafirmar, me sentir importante, madura, a adulta e assim poder sobressair dentro daquele ninho familiar apertado, além disso era assim também que vinha sentindo o meu corpo transbordante de hormônios femininos, por isso receber a menarca e sangrar como uma mulher, vinha pra mim com esse tom de orgulho: o de me tornar - vir a ser - uma mulher especial!

 

Minha mãe começou a me contar sobre a história do nascimento dos bebês aos 7 anos e acredito que tenha conseguido concluir as explicações somente por volta dos 9 anos, ou então foi com essa idade que pude assimilar a história toda. Não consigo me recordar o que ela me contou sobre a menstruação, mas era algo que eu desejava muito, e tinha admiração pelas mulheres que tinham esse poder.

 

Havia acabado de completar 11 anos, naquela época jogava vôlei e no meu time tinha algumas garotas, as "moças que já menstruavam”, que viviam comentando no vestiário coisas sobre a menstruação, que naquele dia não pôde colocar o jeans branco, e lembro que uma mostrava o bumbum pra outra e perguntava se tinha “vazado”. Lembro que fingia já ter menstruado e assim elas não achariam que eu ainda era criança, enquanto isso esperava ansiosamente por aquele rio vermelho.

 

Tive uma educação bem aberta, minha mãe não recebeu muita informação sobre o ser mulher da minha avó, mas transmitiu tudo o que sabia para nós. Quando recebeu a sua lua pela primeira vez ela achou que estava machucada e que iria sangrar até morrer, isso me leva a imaginar como foi esse momento para a minha avó, bisavó, tataravó, e me questiono se bem lá atrás, talvez uns 300 anos atrás, uma dessas mulheres tenha saudado a chegada da sua primeira lua. Acredito que sim! Acredito que as minhas ancestrais conduziram rituais para suas filhas, que lhe enfeitaram com flores, ornamentos e que houve uma enorme celebração nessa recepção.

 

Como foi a recepção da sua Primeira Lua?

Que emoções vieram junto com ela?

Com quem você compartilhou?

Você lembra quais foram as suas referências do feminino nessa época? Uma amiga mais velha, professora, tia, irmã ou foi a sua mãe que te iniciou nos saberes femininos?

 

Guardo na memória três modelos do feminino: o da minha mãe e de duas tias, uma delas é minha madrinha e ela é apenas 11 anos mais velha, ela tinha um namorado e eu sempre saia junto com eles, admirava seus seios fartos, ela usava maquiagem, anéis e brincos grandes, quando ela viajava secretamente ia até o seu quatro pra pegar suas coisas de mulher, quando as usava me sentia poderosa.

 

Arrow! A minha primavera chegou, o tão aguardado florescimento! 
 

Foi em uma tarde de inverno de lua nova em agosto, cheguei da escola e fui correndo fazer xixi, quando olhei pra baixo, dessa vez lá estava ELA: minha primeira LUA VERMELHA, meu primeiro SANGUE SAGRADO!

 

Uma súbita alegria tomou conta de mim, se fecho meus olhos ainda me vem o sobressalto no peito, a energia no coração, a inspiração profunda, o êxtase: agora SOU UMA MULHER DE VERDADE!

Já sai correndo pra contar pra minha mãe, não lembro se ela disse algo, acho que apenas sorriu.  

 

Que vazio! Que sem graça! Não era assim que eu imaginava, precisava de algo mais, uma parte muito desperta em mim desejou que esse dia fosse festejado e lembrado para sempre, entretanto esses desejos ficaram adormecidos em mim por 21 anos e com o nascimento do meu filho eles foram reanimados!

 

No início da minha puberdade não tinha conhecimento sobre as cerimônias da entrada da maturidade ou o significado dos rituais de passagem; não sabia que mulheres eram cíclicas e que podíamos nos conectar com a lua, sincronizar os ciclos menstruais com ela e seguir o pulso da natureza; ninguém me contou que aquele sangue era um dos maiores tesouros e o maior poder de uma mulher, que eu poderia fazer uma mandala ou calendário lunar menstrual e anotar minhas emoções, pensamentos, desejos e as transformações que meu corpo passa a cada fase; não aprendi sobre os nossos arquétipos; nem sequer soube que existia uma Deusa Mulher e um Feminino que era Sagrado; não me falaram sobre ecologia feminina, absorventes ecológicos, coletores menstruais e sobre plantar a lua e devolver o sangue pra mãe terra, para que assim pudesse perpetuar o ciclo de morte e renascimento. 

Muitas coisas não foram ditas, as mulheres que eu admirava não sabiam sobre tudo isso. 

 

Na verdade depois do dia que deixei minha infância pra me tornar mulher, senti um vazio gigantesco, uma tristeza que não conhecia antes, passei a sentir raiva da minha mãe e de todas as mulheres, o patriarcado podou aquele êxtase, me contou que o sangue era descartável, menstruar desnecessário, a TPM o maior pesadelo de uma mulher, passei a sentir vergonha do vermelho borrado nas carteiras da escola, do volume do absorvente na calça, eu não curti mais minhas férias na praia, odiava meu corpo, minha cara infestada de espinhas, abominei aquelas cólicas, ser levada ao hospital pra conter os vômitos e diarreias, morri de medo de não poder ser mãe quando recebi o diagnóstico de que tinha um ovário "estragadinho" (nódulo ovariano/ endometriose) palavras de um doutor aos 17 anos; claro, me afastei dos homens depois disso, os rejeitei por anos, passei a me auto-punir e comer compulsivamente até chegar aos 94 kg, não me permitia sentir prazer, não tive orgasmos, rejeitei e tive nojo da mulher fêmea e selvagem em mim.

 

Contudo, depois da noite escura, os primeiros raios de sol brilharão, depois do inverno cinzento, as primeiras flores coloridas brotarão, depois de um longo período de 21 anos adormecida, enfim estou despertando!

 

Estou tomando posse do meu SER MULHER, aprendendo dia após dia um pouco mais sobre a Donzela, Mãe, Feiticeira e Anciã que vivem em mim, estou permitindo ser vulnerável em alguns momentos sem me sentir fraca ou inferior, venho aceitando meu corpo como ele é, perfeito pra mim e para as tarefas a que vim desempenhar nessa jornada espiritual terrena, estou acolhendo a mim mesma com mais gentileza, tendo mais paciência com meus ritmos e imperfeições, tenho também aprendido a me perdoar, a receber o amor do meu companheiro e a doar mais livremente.

 

Uma das maravilhosas vivências que tenho realizado é a de agradecer às minhas ancestrais por tudo o que elas fizeram, viveram e foram, para que eu pudesse ser quem eu sou e estar aqui hoje.

 

 

E a Divindade Feminina vem sendo muito generosa comigo, ela tem me presenteado com a amizade de mulheres divinas - iluminadas - abençoadas que vem compartilhado de sua sabedoria feminina comigo, por isso recebam esse texto que ofereço em homenagem a cada uma de vocês: avós, mãe, sogra, tias, primas, sobrinha, cunhadas, amigas, professoras, mestras, interagentes, a irmandade que tem cocriado os Círculos de Mulheres: As Filhas da Lua e da Terra e a todas vocês que sangram.

 

 

 

Com amor compartilho minha história pessoal saída das entranhas do meu Ser,

 

Dani

 

Ps. Se você tem uma filha, neta, sobrinha ou conhece alguma jovem mulher que acabou de receber a sua primeira lua (menarca) dê a ela de presente a Benção do Útero Individual, traga-a para a Benção Mundial do Útero ou a Celebração da MenarcaOnde? Quando?.

Como foi receber a sua menarca?
E hoje como você vive as suas energias cíclicas femininas? 
Ou se já não menstrua mais, como desfruta da plenitude como mulher?


Sente que é possível acessar mais do seu poder, amor, transformação e sabedoria femininas?


Na nossa cultura, esse Rito de Passagem tão importante na transição de menina em mulher, marcado pela chegada da primeira menstruação ou a primeira lua, passa muitas vezes em branco e pode deixar um vazio profundo em nosso ser.

Decididas a acolher e honrar a menina-mulher que fomos e somos, decidimos então aprofundar nossas pesquisas nos ritos femininos e encontramos os belos trabalhos dessas sacerdotisas e autoras do Sagrado Feminino: Mirella Faur, Miranda Gray, Lara Owen, Dra Christine Page e DeAnna L'am. E assim, dos livros, trabalhos, canalizações e frutos que elas doaram e nos abençoaram, nos nutrimos, gestamos e permitimos trazer a luz o Festival da Primavera & a Celebração da Menarca.

Na sua 2a edição - dia 05 de novembro - em uma linda chácara em Campinas acontecerá esse ritual de profunda beleza e cura, de celebração dessa passagem natural que pode e merece, em qualquer idade, ser resignificada nos níveis emocional e espiritual.

Em uma atmosfera de profundo amor todas as participantes serão convidadas a passar pelo portal da lua e se reconhecerem como parte dessa natureza bela e perfeita, honrarem sua vida cíclica, a conexão com as fases da lua e seus arquétipos e deusas interiores. 

 

A realização desse encontro do feminino conta com a energia sagrada de mais e mais mulheres, trazendo seus dons e talentos pra formar esse caldeirão de cura e transformação.


Sinta-se bem-vinda e convidada a participar da comunidade "Filhas da Lua e da Terra".

 

"No passado, a mudança da estação primavera para o verão era vista como a Terra se transformando a partir de uma menina com suas energias dinâmicas crescentes, 

para uma mulher adulta e mãe com energias mais férteis, suaves e completas. 

 

A Benção Mundial do Útero segue as estações da Terra enquanto ela viaja ao redor do sol, e nessa jornada reconhecemos e reverberamos com a nossa própria natureza cíclica." 

 

~Miranda Gray, líder do movimento Mundial da Bênção do Útero

audio e explicações bençao do utero http://soutodoser.blogspot.com.br/p/meditacoe.html

A MINHA PRIMEIRA LUA 
(celebração da menarca)
Mães-Avós-filhas
(2 de Abril)


Dia 2 de Abril vamos celebrar a menarca, o ritual da menarca será realizado com a mãe e a menina, poderão também estar presentes a avó ou uma madrinha, que ajudará a menina ao longo da vida a entender e a vivenciar os seus ciclos de forma harmónica e saudável.
Neste encontro vamos honrar o nosso útero e ensinar à menina o significado do ciclo menstrual e a sua importância. 
Nesta celebração teremos alguns momentos emblemáticos onde mãe e filha vão cuidar do coração-utero uma da outra, e onde a mãe entregará à filha uma rosa, e uma vela como simbolo da luz da Lua que guiará a menina através dos ciclos.

Esta é uma celebração muito bonita e forte pois simboliza e reitera o poder pessoal de cada mulher na sociedade.

A celebração pode ser filmada e fotografada mas neste momento apenas mulheres podem estar presentes.
-----------------------------------------------------------------


A primeira menstruação chama-se Menarca, “men" significa lua ou mês e “arke”significa início ou começo. 
Este é um momento extremamente importante na vida de todas as mulheres, não só por ser o primeiro contato com o sangue, mas também por ser o começo de um longo processo mensal, que marca a vida da mulher cerca de trinta e cinco anos. 

Nas antigas culturas e tradições, nesses momentos a mãe apóia a filha de forma amorosa e sábia, ensinando-lhe “os segredos” do seu poder e dando-lhe a certeza do seu potencial e da sua missão como mulher, tal como uma borboleta que sai do casulo, a menina, ao sair da infância, emerge num mundo novo, cheio de possibilidades e imprevistos, necessitando, por isso, conhecer e confiar no seu próprio poder. 

Infelizmente, nas culturas patriarcais que prevalecem até hoje, inúmeras mulheres passaram por experiências extremamente negativas durante a menarca, não dispondo de informação ou recursos internos para guiar e iniciar as suas filhas .

Originariamente, a menarca era a entrada da menina para o misterioso e poderoso reino do “mana” o poder sagrado, sendo um acontecimento repleto de significados e alegria

É necessário para que recuperemos o nosso centro, harmonia e poder femininos o restabelecimento desse vínculo. É importante para nós mulheres recuperarmos o sentido sagrado desse facto biológico central nas nossas vidas. 

O período menstrual é um momento riquíssimo de simbologia biológica, emocional e psíquica no qual podemos aprender mais a nosso respeito e curar as nossas feridas. 

Dessa forma, a arte cíclica da menstruação pode ser restaurada e reverenciada, possibilitando uma vida mais plena e feliz como mulher.

Menstruação e Identidade Feminina

"A Lua natal mostra a auto-imagem das mulheres. A menstruação está conectada com a auto-imagem porque o ciclo mensal deixa claramente marcadas as fases da vida de uma mulher, desde a menarca até a menopausa.
Durante os trânsitos dos planetas exteriores para Câncer, a média de idade da primeira menstruação caiu dos 14 anos para os 12 e meio, ao passo que a menopausa foi adiada. Em épocas anteriores, nossa história reprodutiva deve ter sido muito mais próxima dos aspectos da Lua progredida para sua posição natal. Usando o método de um dia por ano, o ciclo lunar de 28 dias se transforma num ciclo anual de 28 anos. As divisões em quartos correspondem a 7, 14, 21 e 28 anos, com uma nova fase a cada 7 anos depois disso. Essas fases correspondem a mudanças em áreas lunares da vida.
A idade mais baixa para a menarca talvez não pareça importante diante disso. Entretanto, uma mulher de 14 anos está mais bem equipada do que uma de 12 para lidar com o desenvolvimento dos seios, o aumento dos hormônios e a atenção sexual que a puberdade traz. Anos antes de terem maturidade para serem mães, as meninas já estão capacitadas a tanto. Já não é incomum que meninas de 11 e 12 anos sejam levadas a clínicas de aborto, e existe uma epidemia de gravidez adolescente. Pais que "resolvem" o problema da sexualidade da adolescente fazendo-a tomar pílula, colocam em perigo o equilíbrio hormonal da filha, que é bastante delicado nessa idade. A dose extra de hormônios contribui para a perturbação emocional da adolescente. Os homens não fazem uma entrada tão bem definida na condição masculina, mas para as mulheres a primeira menstruação ou menarca é o rito de passagem para a condição feminina. Até que comece a menstruar, a garotinha talvez não se identifique plenamente com a mulher adulta. O começo da menstruação é o primeiro limiar lunar importante e prepara o cenário para todos os outros que se seguem. Nossas experiências naquele momento crucial dão o colorido às percepções de feminilidade. A partir das reações dos adultos significativos, descobrimos se essa parte de nós é suja ou natural. Aprendemos se é uma coisa positiva a ser celebrada ou uma coisa vergonhosa a ser escondida. Costumes como o tapa na cara, entre os judeus, na primeira menstruação, comunicam mensagens sobre o significado de ser mulher. Contraste-se o fato com as celebrações de um dia ou uma semana de duração, feitas para a primeira menstruação das meninas em muitas culturas nativas. (Na falta de ritos de puberdade culturalmente sancionados,talvez a gravidez na adolescência tenha a intenção de ser parcialmente uma espécie de rito de passagem — como uma afirmação "no meio da cara" de que "agora eu sou uma mulher".) Se você quiser estabelecer um ritual para sua filha ou qualquer outra garota, o livro de Marcia Starck, Women's Medicine Ways, está cheio de exemplos e dicas de outras culturas.
Cada menstruação pode trazer para a mulher heterossexualmente ativa um momento de alívio ou de desolação por não ter engravidado ainda. Muitas de nós têm medos e anseios primitivos quanto à nossa fertilidade, usando-a até certo ponto para decidir se somos ou não "mulheres de verdade". As mulheres que estão na menopausa ou sofreram uma histerectomia muitas vezes têm sentimentos intensos em relação a essa mudança, inclusive o medo de que estejam perdendo a feminilidade. Nossa identidade feminina e senso de autovalorização estão ligados a essas funções, independentemente de nossas capacidades e realizações. Não importa quão liberadas ou instruídas sejamos, elas continuam a ter mistério e poder. São muito intensas as emoções que temos em relação às panes do corpo que mais claramente nos definem como mulheres — os seios e o útero. Esses órgãos regidos pela Lua podem despertar sentimentos de inadequação, medo ou vergonha. Os homens também reagem intensamente a eles."

Primeiro dia de Lua Nova.

Quantas vezes a gente já não reclamou quando a menstruação chega. Chamada de monstra, de chico. Menstruar passou a ser mais um atributo biológico desnecessário na sociedade moderna.

Uma vez ouvi de uma parteira chilena que os problemas do parto começam com a não aceitação da menstruação. Segundo essa sábia mulher, o sangue que derramamos em ciclos próximos aos lunares (28 dias), é um grande portal de poder feminino.

É através de nossa menstruação que nos conectamos com os ciclos da lua, com a força da natureza interna que aponta o momento em que o ventre chora em despedida ao óvulo não fecundado. Momento esse que nos esvaziamos mental e fisicamente dos despejos espermatozóicos masculinos, que carregam não só matéria, mas também sentimentos que são absorvidos em nosso ventre. Menstruar é se limpar psiquicamente.

Nossa sociedade dinâmica e intensa bloqueia o contato com este poder feminino através da menstruação. Masculinizar a essência para servir ao mercado é sinal de sucesso. O sangue é considerado nojento e a falta de contato da mulher com seus próprios processos geram um distanciamento deste centro de poder fundamental para uma vida sexual saudável, para um bom parto e amamentação.

Em algumas sociedades acredita-se que a menstruação é um momento especial.Em algumas tradições matriarcais o sangue era uma forma de reverenciar a Deusa e um momento especial porque confere à mulher poderes mágicos, chaves para seu inconsciente.

Em uma sociedade asséptica, em que mulheres são consideradas vitoriosas por não menstruarem, adotando muitas vezes recursos como os chips de hormônios inseridos debaixo da pele, lidar com os próprios produtos que saem das entranhas do corpo é algo impensado.

Na busca pela assepsia de emoções e corpos faz mais sentido deitar-se alheia,com o ventre seccionado para a retirada do bebê,  do que vivenciar as dores e prazeres deste processo biológico.

Existe um poder escondido, quase secreto, que reconecta à mulher a si mesma através da menstruação. Sangrar é entregar esse sangue como veículo de renovação. Nerga-se é o que gera a Tensão Pré Menstrual e as sérias mazelas corporais e físicas.

Quando negamos as diversas etapas de ser mulher, abrimos mão do profundo poder que é ser. O primeiro portal de poder feminino é a menstruação, segue com a primeira relação, fortalece-se como parto e consagra-se com a menopausa.

Assim como as mulheres não querem menstruar, abrem mão de parir e com bisturis modificam seus corpos sábios e vividos no fim do ciclo fertilidade em busca de uma eterna juventude.

Conheço mulheres que tomam pílulas para não menstruarem em determinadas ocasiões. Uma viagem com namorado, lua de mel. Como se pudéssemos pegar nossos processos fisiológicos para que nos sirvam. Tem quem abra mãos de menstruar. Transar menstruada é um tabu. Mas se você for perguntar para os homens, este tabu é muito mais feminino.

Há quem tenha nojo do próprio sangue?! Depois de começar a usar os coletores, menstruar se tornou ainda mais fácil. Posso correr (que não vaza), entrar na água (que não fica aquele tufo inflado de algodão por dentro). É só lavar, algumas vezes por dia. E como o sangue não entra em contato com o ar, ele não tem aquele cheiro desagradável dos absorventes descartáveis.

Por muito tempo a menstruação era para mim um grande problema. Não pelas cólicas, que nunca tive, nem pelo fluxo, mas porque eu nunca gostei de usar absorvente. Meu ciclo sempre foi perfeito – 28 dias. A Menstruação sempre durou 4 dias. Mas eu era atleta e a menstruação diminuía meu rendimento e quando menstruada tinha que usar absorvente interno para nadar ou malhar.

Parar de menstruar foi um ato bem simbólico. Isso aconteceu durante a gestação e depois de nove meses. Eu senti a menstruação vindo. Virei um bicho. Brava, agressiva. A loba que nascia no parto que mostrava sua face escura na lua nova. Foram as minhas TPMs que me mostraram o caminho de resgate do meu feminino que se fragmentara no parto, criando um caleidoscópio da antiga Kalu, para a nova. Passei a entender que as TPMs são, na verdade, uma lente de aumento para aquilo que não vai bem. Uma grande oportunidade para olhar de perto e bem fundo nossas feridas.

Ano passado, em outubro, depois do curso da Mother Maya, sobre a cura do feminino, passei a fazer aplicação de um chá para amenizar os efeitos da TPM na minha vida.

Receita do Chá
3 colheres de sopa de pétalas de rosas vermelhas orgânicas
3 colheres de sopa de folha de morango silvestre seco (pode substituir por gel de babosa puro 1 colher de sopa)

Ferver duas xícaras de chá de água em banho maria. Quando ferver jogar as pétalas e deixar tampado até estar mais fria do que um chá de beber. Aplicar com uma ponteira vaginal em recipiente de enema (preferência por metal). Colocar lá dentro. Reter e depois soltar, deitada no chão, de barriga para cima, com os pés apoiados no chão, inclinando para cima o quadril e liberando-o levemente.

Esse chá ajuda a melhorar todos os processos femininos. Sempre aplicar no segundo dia de lua nova, até o nono dia da lua, dia sim e dia não. Para quem já menstrua na Lua nova ele serve para limpar o útero. No pós parto, banho de assento com esse chá é ótimo para cuidar desta região.

Em 3 aplicações comecei a menstruar na Lua Nova. Depois de passar 2 finais de semana seguidos trabalhando com os aspectos do feminino, minha menstruação atrasou 10 dias, e chegou no segundo dia de Lua Nova, trazendo para mim a renovação.

Minha menstruação sempre foi muito simbólica para mim. Ela me mostra sobre minha saúde emocional principalmente. Sempre que inicio uma nova relação amorosa minha menstruação muda. Como se entrasse em um novo ciclo com aquele parceiro. E no término, ela vem, como para mostrar o fim.

O caminho de aceitação pelo feminino, em minha opinião, passa por uma aceitação da menstruação e dos demais processos que nos cabem: parir e amamentar. A beleza do feminino não é abrir mão disso, mas aprender a conviver bem com tudo isso. E todos esses processos são um convite de olhar e adentrar em si mesma, percorrendo os caminhos das sombras para ver as estrelas.

Não tenho filhas, mas meu filho sempre vê meu sangue. Não me escondo. Ele me pergunta sempre a menstruação e uso a analogia da lua para explicar o que acontece com as mulheres. A lua cheia, o útero que espera o filho e quando este não vem, o corpo que se renova.

Quando ele não vê a lua no céu ele diz: está perto do dia de você sangrar, né, mãe?

E assim, conectada e de posse de nosso sangue, podemos fazer uma revolução interna. Menstruar é um verbo feminino que temos que ter orgulho de conjugar, como parir e amamentar. Claro que podemos abrir mão, mas não sem consequência para nosso crescimento feminino.

Conheça o trabalho da Iza Sanz

Se você quer se conectar com sua menstruação, sugiro baixar o aplicativo gratuito (para Iphone e Android) para Period Tracker.

Para saber o ciclo da lua MoonPlanner.

FASES DO CICLO FEMININO


Os Mistérios do Sangue

 

 

A primeira e mais antiga forma de medir o tempo foi pelo ciclo menstrual das mulheres. Olhando o céu e contando os dias para a chegada da menstruação ou para a confirmação da gravidez, as mulheres criaram os primeiroscalendários e estabeleceram as bases do conhecimento místico e mágico da Lua. A raiz da palavra “menstruação” vem do latim mens e significa “lua” e “mês”.

Para os povos antigos, a menstruação era um dom dado às mulheres pelas Deusas para que elas pudessem criar e perpetuar a própria vida. A sincronicidade do ciclo lunar e menstrual refletia o vínculo entre a mulher e a divindade, pois ela guardava o mistério da vida em seu corpo e tinha o poder de tornar real o potencial da criação. Esses ciclos também refletiam as estações e mudanças da natureza, o ventre aparecendo como receptáculo da vida eterna, simbolizado pelo cálice, caldeirão ou Graal em vários mitos. Todos os homens nascem da mulher, seus corpos são formados do tecido de seu útero, o sangue que corre na veia do recém-nascido é o sangue de sua mãe. O poder da mulher vem através de seu sangue, por isso ela não deve temê-lo ou desprezá-lo, mas considerá-lo sagrado, imantado com o poder que liga a mulher à Fonte da Criação.

 

Considerada pelos povos antigos como a “Flor da Lua” ou o “néctar da Vida”, a menstruação passou a ser desprezada pelas sociedades patriarcais, que a consideravam a origem do poder maligno da mulher, a marca do demônio, o castigo dado a Eva por ter transgredido as regras e obediência e submissão. Enquanto que nas sociedades matrifocais as sacerdotisas ofereciam seu sangue menstrual à Deusa e faziam suas profecias durante os estados de extrema sensibilidade psíquica da fase menstrual, a Inquisição atribuía esse poder oracular a prova da ligação da mulher com o Diabo, punindo e perseguindo as mulheres “videntes”. E assim originaram-se os tabus, as proibições, as crendices e as superstições referente ao sangue menstrual. “Tabu” é uma palavra de origem polinésia , cujo significado – “sagrado” – refere-se a tudo aquilo que por ser imbuído de poder especial chamado mananão podia ser tocado ou usado por pessoas que não estivessem preparadas para lidar com essa energia, o que poderia lhes ser prejudicial. O sangue menstrual ou pós-partum era impregnado de mana, sendo por isso considerado sagrado, ou seja tabu.

Com o passar do tempo, o significado da palavra tabu foi deturpado para proibido, tendo uma conotação negativa e até mesmo perigosa, principalmente para homens que temiam esse poder misterioso da mulher. Esse temor vinha do fato de que o homem, quando sangrava, era por ferimento ou doença, com consequências quase sempre fatais.

 

Infelizmente, milênios de supremacia e domínio patriarcal despojaram as mulheres de seu poder inato e negaram-lhe até mesmo seu valor como criadoras e nutridoras da própria vida. Reduzidas a mera reprodutoras, fornecedoras de prazer ou de mão-de-obra barata, as mulheres foram consideradas incompetentes, incapazes, desprovidas de qualquer valor e até mesmo de uma alma!

Não mais o respeito e a veneração pelo poder sagrado de seu sangue, mas a vergonha, a repulsa, o silêncio sobre “aqueles dias”, as acusações e explicações científicas dos estados depressivos, explosivos ou da mudança de humor como algo mórbido, que deveria ser tratado com remédios ou indiferença.

 

Em vez dos antigos rituais de renovação e purificação nas Cabanas ou Tendas da Lua, onde as mulheres se isolavam para recuperar sua energia e abrir seus canais psíquicos para o intercâmbio com o mundo espiritual, a mulher moderna deveria disfarçar, esforçando-se para continuar com suas atribuições cotidianas, perdendo o contato e sintonia com seu corpo e a energia da Lua. O resultado é tensão pré-menstrual, as cólicas, o ciclo desordenado, o desconhecimento dos “Ritos de Passagem” e dos “Mistérios da Mulher”. As meninas passam por sua menarca sem nenhuma preparação ou celebração, aprendendo, muitas vezes, as verdades sobre seus corpos de forma dolorosa ou prejudicial. Ao chegar na menopausa, a mulher sente-se marginalizada, desprezada, envelhecida, sem receber apoio ou ensinamento de como atravessar e aproveitar essa nova fase plena de possibilidades e de sabedoria.

 

Pelo ressurgimento do Sagrado Feminino, as mulheres estão reaprendendo o verdadeiro valor sagrado de seus corpos, de suas mentes e de seus corações. Restabelecem-se os rituais de passagem, celebrando as fases de transição na vida da mulher: a menarca – primeira menstruação – , a maturidade sexual, a gestação, o parto e a menopausa.

É imperativo à mulher contemporânea recuperar a sacralidade de sua biologia. Para isso, ela deve lembrar seus antigos conhecimentos, compreender os verdadeiros mitos e arquétipos de sua natureza lunar, reconhecer o poder mágico de seu ventre e sua conexão com a Deusa.

 

A sociedade atual, altamente industrializada e intelectualizada, é carente de Ritos de Passagem e Celebrações, preocupando-se apenas com a produtividade, o consumismo e o modismo.

É vital para a mulher moderna suprir essa lacuna lendo e reaprendendo as antigas tradições, usando sua intuição e sabedoria para adaptá-las à sua realidade moderna, celebrando os Ritos de Passagem.
 

Esse ato de “acordar” e “relembrar” reconecta a mulher à sua essência verdadeira, dando-lhe novos meios para viver de forma mais plena, harmônica, mágica e feliz.

(Extraído do Anuário da Grande Mãe – Mirella Faur. - Contribuição de Sistah Livia Gramacho )

Este é um local sagrado especialmente dedicado à Lua Vermelha, a Lua da Menstruação.

Aqui cada mulher pode semear o seu sangue menstrual, dedicando-o à Terra e nutrindo as suas próprias criações.
Uma sacerdotisa - a Rita Águila - estará disponível para te ajudar a ritualizar este acto de forma bela, conectada à memória antiga e em ligação ao Sagrado Feminino que somos Tod@s nós.
​Se quiseres fazer o ritual de Semear o teu Sangue Menstrual, recolhe-o e guarda-o num frasquinho no frigorífico ou congelador e trá-lo contigo para a Casa do Amor.  Se tiveres dúvidas em como o fazer, contacta-nos e dir-te-emos a melhor forma de o fazer.
Aqui será muito bem vindo e acolhido com pompa e circunstância de forma bonita.

Na manhã de domingo teremos um maravilhoso rito de passagem: Flor da Vida.
Vem mulher e junta-te a nós nesta irmandade de sangue, alma e coração.

 

Rito Flor da Vida

Rito de Passagem  - A Celebração do Primeiro Sangue
Propósito: honrar o poder sagrado do sangue menstrual
 
Para os povos antigos, a menstruação era um dom dado às mulheres pela  Deusa para que elas pudessem criar e perpetuar a própria vida.
O poder da mulher vem através do seu sangue, por isso não deve temê-lo ou desprezá-lo, mas considerá-lo sagrado.
A partir do momento em que a mulher reconhece o poder sagrado do seu sangue, é importante para ela reviver a sua primeira menstruação- a menarca- principalmente se foi uma experiência dolorosa ou traumática.
É um momento extremamente marcante na vida da mulher, não apenas por ser o primeiro contacto com o seu sangue, mas também por ser o começo de um longo processo mensal que marcará a sua vida por cerca de 35 anos. E também porque as emoções a ele ligadas permanecem para sempre impressas na psique, determinando os conceitos sobre os ciclos menstruais, a sexualidade e a própria postura como mulher.
Nas antigas culturas e tradições, nesses momentos a mãe apoiava a filha de forma amorosa e sábia, ensinando-lhe os ‘segredos’ do seu poder e dando-lhe a certeza do seu potencial e da sua missão como mulher.
Infelizmente nas culturas patriarcais que prevalecem até hoje, inúmeras mulheres passaram pela menarca acompanhadas de medo, vergonha e insegurança. Da noite para o dia a menina vê-se mulher, sem ter uma cerimónia ou ritual para celebrar e consagrar essa passagem.
Lembrar e reviver a menarca a partir de uma perspectiva adulta, possibilita à mulher ter uma nova visão de si mesma, dando-lhe os recursos interiores para poder apoiar e conduzir  outras meninas por essa passagem, de forma segura e sábia.
Independentemente de já menstruar há anos ou de já não verter o seu sangue, a cerimónia proposta tem o potencial de curar as feridas da psique e transformar a essência da mulher. A mulher reclama assim o seu poder, iniciando uma transformação mental e emocional e reconectando-se com o seu poder sagrado original.

P

ela conexão da mulher com a Lua, a Deusa é cultuada em três aspectos: a

Donzela

, quecorresponde à Lua Crescente, a

Mãe

 que corresponde à Lua Cheia, e a Anciã, expressa osimbolizando a na Lua Minguante, ou seja minguante e Nova. Na tradição da Deusa, a donzelaé representada pela cor branca e significa o início, tudo o que vai crescer, o apogeu da juventude, as sementes plantadas que começarão a germinar, a Primavera, os animais no cio eseu acasalamento. Ela é a Virgem, não só fisicamente, mas em todo potencial de iniciar, achegada à auto-suficiência.Como

Deusa Mãe

 ela está em sua plenitude. Sua cor é o vermelho, sua época o verão.Significa abundância, proteção, procriação, nutrição ; os animais parindo e amamentando, asespigas maduras, a prosperidade, a idade adulta. Ela é a Senhora da Vida, a sua face seapresenta em plenitude. Por fim, como

Deusa Anciã

, é a Mulher Sábia, aquela que atingiu amenopausa e não mais verte seu sangue, tornando-se assim mais poderosa por isso. Simbolizaa paciência, a sabedoria, a velhice, o anoitecer, a cor preta. A Anciã também é a Deusa em sua

face Negra da “Ceifeira”, a S

enhora da Morte. Esse aspecto pode desagradar muitas pessoas,mas é importante que se leve em conta que ela que precisa agir para que o eterno ciclo dosrenascimentos seja perpetuado. Este é o aspecto com que mais dificilmente nos conectamos,porém, a Senhora da Sombra, a Guardiã das Trevas e Condutora das Almas é essencial emnossos processos vitais. Que seria de nós se não existisse a morte? Não poderíamos renascer,recomeçar, se desenvolver espiritualmente.

7

“ 

 Sentir curiosidade é bom, mas violar as leis pode trazerconsequências

nefastas” 

 

TEMA 1.617

Mesmo que essa série de palestras verse sobre Temas Místicos, ainda assim vamos

estudar a menstruação por envolver a energia sutil e os “modelos energéticos” que a tornam

um dos grandes portais de energia no Organismo. A biologia em geral, e a medicina emparticular, só reconhece o lado orgânico, ignorando o lado energético, precisamente esse, oque mais interessa às pesquisas do Iniciado. Vamos apresentar o assunto em temas distintos,neste vemos alguns aspectos orgânicos e históricos.A menstruação tem um papel que vai muito além de simples sangramento e derenovação do endométrio uterino, na verdade ocorre um grande fluxo de energia expelido juntamente com o mênstruo.Por estar ligada à gênese da vida do ser humano, a menstruação, desde as mais priscaseras, foi considerada algo ligado ao mistério da existência, assim como o coito e o esperma. Osnativos comuns consideravam esses três elementos como responsáveis pela vida; não incluíamo quarto

 –

 a ovulação

 –

 por se tratar de algo microscópico, imperceptível para eles.A Medicina Tradicional só reconhece na menstruação o fator descamação tecidual doendométrio

 –

 renovação do endométrio

 –

 e o sangramento, chegando ao cúmulo no que

afirma o Ginecologista brasileiro Elsimar Coutinho, em seu livro “Menstruação, a SangriaInútil”. É um li

vro considerável em termos de biologia, mas lastimável em termos de energia.Na verdade aquele renomado pesquisador, adepto da ciência fria e sem alma, ignorante daexistência do lado mais importante da menstruação, não aborda o outro aspecto do processomenstrual, exatamente por ignorá-lo. Por má fé, por ignorar tudo o que vai além do mundodas reações química, ele não cita a existência do lado físico energético, a contra parte de todareação química existente no universo, que é o lado energético. O Dr. Elsimar por certodesconhece que a menstruação também é um mecanismo purificador do organismo. Mas nãoé somente o Dr. Elsimar Coutinho, a maioria dos ginecologistas é totalmente alheia ao aspectoenergético da menstruação, como resultado do desconhecimento

que têm a respeito de “ooutro lado da Menstruação” os leva a erros que a médio prazo resultam nos problemas atuais

da área ginecológica e emocional. Falta-lhes embasamento histórico a respeito das culturasantigas a respeito da energia vital, como a dos Celtas, por exemplo. Há forte tendência dohomem moderno, especialmente nos meios científicos a desprezarem conhecimentosoriundos de culturas nativas.Afirma com propriedade

 Jamie Sams

 falando da necessidade da religação da mulhercom a terra e a Lua: "

O verdadeiro sentido dessa conexão ficou perdido em nosso mundo

 

8

moderno. Em minha opinião, muitos dos problemas que as mulheres enfrentam, relacionadosaos órgãos sexuais, poderiam ser aliviados se elas voltassem a respeitar a necessidade de retiroe de religação com a sua verdadeira Mãe e Avó, que vêm a ser respectivamente a Terra e aLua. As mulheres honram o seu Caminho Sagrado quando se dão conta do conhecimentointuitivo inerente a sua natureza receptiva. Ao confiar nos ciclos dos seus corpos e permitir queas sensações venham à tona dentro deles, as mulheres vêm sendo videntes e oráculos de suastribos há séculos. Elas precisam aprender a amar, compreender, e, dessa forma, curar umas àsoutras. Cada uma delas pode penetrar no silêncio do próprio coração para que lhe sejarevelada a beleza do recolhimento e da receptividade

".No período menstrual as alterações no corpo da mulher, assim como o seu psiquismo,são atribuídas pela medicina à ação de hormônios. Na verdade isso é correto, mas não implicaque também entre em jogo o fator energia.Q uando a mulher aceita a menstruação como algo que lhe é natural, e especialmentequando aceita como uma coisa importante, não só quanto à preparação para a fertilidade,quanto para a limpeza energética, suas emoções fluem naturalmente.Observando o ciclo menstrual em relação com a lunação, vê-se que a maioria dasmulheres que não adotam métodos artificiais de contracepção tem seu fluxo a fase de LuaNova. Na mulher nativa suas atividades básicas, especialmente as biológicas, fluem segundo oritmo lunar. O Princípio do Ritmo é universal, e entre eles há aquele existente entre a energiada Lua e o Ciclo Menstrual.A Menstruação é um chamado do corpo ao recolhimento, assim como a Lua Nova éum período de introspecção, propício ao retiro e à reflexão. A Lua Cheia proporciona expansãoe, se o corpo estiver em sintonia com as energias naturais, é o período em que estará maisfértil.A mulher atual deixou de observar os ciclos do próprio corpo, o Princípio do Ritmo temsido totalmente ignorado, esquecido ou desconsiderado. A natureza é cíclica, negligenciar osciclos tem um preço a ser pago. A mulher ao deixar de observar os ciclos do seu próprio corpo,deixa de se conectar com as forças da natureza. No caso da menstruação ela deixa de lado ariqueza desse período de introspecção, recolhimento, e contemplação de si mesma e envolve-se com o bulício da vida moderna. Na verdade é impossível o pleno recolhimento na vidamoderna, mas é possível que as atividades sejam mais concentradas fora do períodomenstrual, deixando para essa fase aquilo que diz mais respeito à meditação, a planejamentos,a descobertas de si mesma e das coisas com que convive. No período menstrual a mulhersonha mais, é mais sonhadora, mais intuitiva por isso se torna mais aberta à sabedoria.Encarar a menstruação e agir segundo a visão técnica da ginecologia tem afastado amulher de sua própria natureza e isso ela paga um preço muito elevado. A partir daí, a mulherdita civilizada tem muito mais dificuldade em lidar com a gestação, com o parto e com amenstruação. Menstruação dolorosa

 –

 cólica menstrual

 –

 não existe tanto entre mulheresnativas, e em especial a TPM, algo que vem se tornando atualmente lugar comum, para não sedizer modismo. A energia não eliminada, bloqueada pela inaceitação da menstruação é amaior causa dos distúrbios emocionais pelos quais as mulheres atuais passam. A inaceitaçãoexerce uma ação de retenção, mesmo que o sangue escoe a energia espúria não sai junto, elafica retida, e passa a se constituir um potencial gigantesco de distúrbios.A mulher nativa, quando no momento da parturição ela se afasta, normalmente vaiaté a beira de um rio onde pare naturalmente, com esforço, é claro, mas sem o sofrimentodantesco que leva a mulher civilizada a ter que se submeter à cesariana. Na verdade nasgrandes centros o índice de cesariana hoje chega ao nível de mais de 90% . Essa cifra refletemuitos jogos de interesse como, por exemplo, o mercantilismo, mas mesmo afastado essefator, na verdade a indicações precisas têm aumentado exponencialmente.

 

9O aspecto feminino tem grande poder nesta terra, o que é desvendado vem dofeminino, e o que não se manifesta é masculino.

20

“ Uma nuvem não sabe por que se move, sente apenasum impulso que a conduz” 

 Richard bach

TEMA 1.666

Existem doze formas básicas de transmitir ensinamentos, entre elas as estórias econtos. Nas civilizações nativas é comum os ensinamentos serem passados de uma geraçãopara geração através de contos, assim como no mundo dito civilizado o fazem algumas ereligiões e doutrinas, entre elas o Sufismo. São imensamente ricos de ensinamentos os contosdo famoso Sufi,

Nasrudin

. Há quem diga que Mullá Nasrudin nasceu e viveu numa pequenacidade da Turquia por volta do século XIII, e também quem negue dizendo que ele realmentenão existiu. Para os Sufis, mais importante que Nasrudin histórico são os ensinamentostransmitidos pelos contos que lhes são atribuídos.Todas as tribos nativas têm inúmeros contos, entre elas são belíssimos aqueles queconstam da cultura

Hopi 

 do Arizona, basta dizer que cada

Kachina

6

 tem um conto próprio.O conto a seguir é uma adaptação de um tradicional mito

Hopi

chamado de “

O Sonhode Thani 

” e relacionado com à mulher. Algumas músicas apresentadas são músicas ritualísticas

do Hopi, outra são adaptações de músicas atuais, não ritualísticas. Apresentamos a estória

conhecida por “O

Sonho de Thani”

em forma de um ritual dramatizado baseado na TradiçãoHopi e . A dramatização foi elaborada sob a inspiração da Deusa Mãe e dedicada de forma

O SONHO DE THANI

 

7

HANI

 vivia triste, em volta de si só existia o vazio, coisa alguma fazia sentido, apenasrestava-lhe o prazer de observar o vôo da águia e de caminhar horas pelo deserto.

Thani 

 desdea infância sempre amou à natureza, expressa na neve, nas árvores, no rio, na brisa cálida, no

6

 Kachina são estatuetas, bonecas típicas da cultura Hopi. Na verdade são mais que bonecas, sãototens.

7

 Presente da Grande Mãe às suas filhas iniciandas.

 

21canto dos pássaros, no melancólico uivo dos lobos; tudo isso passo a passo foi desaparecendoda sua vida, então

Thani 

 já não mais encontrava alento no pio dos corvos; nem no uivo doscoiotes ecoando ao luar do deserto; nem mesmo o horizonte recortado pelas montanhasazuis, davam vida a seus devaneios.Assim vivia

Thani,

 cheia de tristeza, em seu mundo interior só restavam amarguras.

Thani 

 sofria pelo que existia em torno de si, somente incompreensões e ofensas. Doía-lhe aagressão praticadas contra os seres, e contra à

Mãe Natureza

 a quem ela tanto amava; doíaver a destruição do seu povo e de sua terra,

Thani 

 aprendeu a odiar, mas isso nada adiantou,nenhum conforme lhe deu, apenas aumentou sua amargura.Certo dia, quando a angústia se tornara insuportável, ela, em sua solidão e tristeza,estava sobre uma pedra à margem do rio que serpenteava pelo deserto. Os raios do sol poentedavam vida a sua beleza nativa, o dia já ia chegando ao seu ocaso, e os sons da naturezacompunham a suave melodia do arrebol. O marulhar das águas do rio a que tanto amava sefaziam presentes (Música) mas nem assim

Thani 

 se alegrou como acontecia em sua infânciaquando a Mãe Natureza parecia cantar para ela.Mergulhada em tristeza

Thani 

 pensou em

Taiowa

, a quem tanto amava por haver elecriado a Natureza, e cantou:

 Taiowa, Taiwei, Taiowa, Taiwei... Tu que criastes o mundo, porcerto podes fazer voltar a mim a felicidade e alegria da infância que se foi. Porque tudo fugiude mim? Peço-te clemência, Taiowa, oh Grande Espírito!

 Após haver entoado o canto sagrado de

Taiowa

,

Thani 

 sentiu-se tomada por uma ondade paz como acontecia em sua infância. Mais calma, ela adormeceu, e sonhou (música

 –

 OSonho de Thani ). Em seu sonho escutou a voz de

Taiowa

que lhe disse: A

Grande Mãe

 intercedeu por ti,oh

Thani 

! pois sempre a amaste... Mandarei que a

Grande Águia

 de conduzaà

caverna sagrada

, onde encontrarás alívio para teus sofrimentos. - O que terei de fazer,

Taiowa

? - Basta que sigas a

Grande Águia

, ela te conduzirá ao teu destino, onde Deusa deaguarda. Lá encontrarás respostas para tuas angústias.

 –

 E quando la chegar, oh!

Taiowa

? -Serás levada pela

 Águia

 e entregue á representante da

Grande Mãe;

 Ela te orientará, e através

de ti aliviará todas as “

Filhas da Deusa

”. Tua história será levada pelo

Irmão Vento

 esussurrado a todas as mulheres que conseguirem ouvi-lo; ele contará o teu sonho para todasas mulheres e assim elas poderão prosseguir em sua sagrada missão. Tua estória servirá debálsamo, pois através dela muitos sofrimentos podem ser afastados.

O teu amor pela Grande Mãe é a expressão de teu amor pela Natureza

. Eu te abençôo

Thani 

, vai, segue em paz.Sabendo do desejo e do sentimento de amor de

Thani 

, e o anseio de mudar o seumundo, de quebrar as cadeias do destino,

Taiowa

 enviou a Grande Águia que a conduziu até oseu destino.

Thani 

 

seguiu o vôo da Grande Águia até o “Vale da Caverna” situado entre duas

colinas.

 

22

T hani 

 caminhou pelo vale até parar diante de um novo portal. Ela ouviu em sua menteo sussurro da Deusa dizendo-lhe:

Thani 

, não há pelo que temer, seja forte, siga o grandeportal, e a Guardiã do Oeste o abrirá para ti.

O Despertar da Primavera

Um encontro para mães e filhas dos 9 aos 13 anos,

despertando o Sagrado Feminino 

23

T hani 

 foi conduzida até o centro da caverna; ela se sentia exausta e o seu primeiroimpulso foi deitar. Deitou-se com o ventre sobre o piso, sua percepção estava modificada, eficou surpresa por ver que estava totalmente despida e sentir que todo o seu organismofeminino estava inundado por uma luminosidade intensa. Permaneceu por algum tempo deitaem cruz,com os pés direcionados para a entrada da caverna. Ela sabia ser aquele o lado dopoente

 –

 oeste

 –

 pois ao penetrar na caverna raios do Sol tocavam-lhe às costas. Não soubepor quanto tempo permaneceu assim. Ao voltar ao nível de percepção comum sentiu que suacabeça indicava o leste, onde divisou a Guardiã do Fogo; seu braço direito, o Sul, onde divisoua Guardiã do elemento Água; o esquerdo, a Guardiã do elemento Ar; e os pés, a Guardiã doelemento Terra.

GUARDIàDO FOGO GUARDIàDA ÁGUA GUARDIàDO AR

Na medida em que sua vista se adaptou

Thani 

 viu uma grande quantidade de coisasdepositadas desordenadamente no interior da caverna, tudo desordenado, uma desordenaçãoque a incomodava profundamente. Passada a sensação de surpresa, e de medo, ela sentiu quea

Deusa Mãe

 insinuava que aquela caverna precisava ser organizada.

Thani 

 não sabia porquanto tempo permaneceria ali, talvez por longo tempo, e assim não queria viver numambiente caótico, e decidiu começar a organizar aquele caos.Ela procurou organizar tudo, começando por tentar identificar a natureza de tudo oque estava ali depositado; viu, então, que existiam coisas bem importantes

 –

 coisas positivas

 –

 saudáveis; também coisas úteis mas que antes precisavam ser limpas

 –

 lavadas, assim como asque não tinham serventia alguma, que precisavam ser levadas para fora da caverna eenterradas para não ocuparem lugares utilizáveis pelas coisas úteis. O que era bom, não tinhasentido deixa-la simplesmente depositadas, elas precisavam ser levadas para lugares e seresque delas necessitassem. Thani resolveu dar destinação a tudo o que encontrava, mas sentia-se muito fraca para a imensa tarefa. Foi então que escutou e sua mente a voz das 4 deusas lheoferecendo auxílio, bastando que as coisas fossem levadas até elas.

Thani 

 se rejubilou com aoferta, sem supor que tinha diante de si uma tarefa tão difícil.Primeiro,

Thani 

 tentou separar as coisas perigosas e nefastas e entrega-las á Deusa doFogo para que fossem incineradas, mas se viu diante de uma luta tremenda contra forçasligadas a apegos que sentia por parte de tudo aquilo, passando por medos, e devidas. Anatureza das coisas tentava vence-la, tentava por todos os meios convence-la a deixar tudocomo estava, ou então entrega-las ao

vento

 para que fossem levadas por ele. Era-lhe insinuadoque tudo aquilo em algum momento lhe seria útil, que a auxiliaria em muitos momentos; e atémesmo que lhe dariam prazeres e poderes. Tomada de forte resolução e graças aos estímulosda

Deusa Mãe

 que ela sentia como se estivessem sendo sussurrados suavemente em seusouvidos, falando da necessidade de prosseguir.

Thani 

 prosseguiu na tarefa, que a partir decerto momento deixou de ser promessas tentadoras para se converterem em ameaças,havendo chegado ao ponto de ter percepções de muitos seres tentando atingi-la. As ameaçaslhes parecerem muito reais, eram seres horríveis tentando lhe atacar, eram répteispeçonhentos, abutres e aves de rapina querendo devorá-la, mas

T hani 

 pediu à

Deusa Águia

 

 

24que a protegesse contra todos os ataques, e baixinho cantava ... Taiowa...Taiwei...Taiowa...Taiwei.Assim, mesmo a custa do imenso sacrifício de

Thani 

, todas as coisas nefastas eramlevadas ao

leste

 até à presença da

Deusa do Fogo.

 Cada coisa era por ela recebida e entregueaos elementais do fogo, que imediatamente era incinerada, e assim prosseguiu até que nadade nefasto restou na

caverna

.Não foi fácil a primeira etapa, mas a luta foi tremenda, mas

Thani 

 se sentiu muito maisaliviada, uma sensação benfazeja de haver feito o que devia ser feito, uma onda de bem-estarinvadiu todo o seu ser pois ela sabia que aquilo que fora incinerado já não viriam a prejudicaros seres.O passo seguinte foi o de separar coisas utilizáveis desde que fossem devidamentelimpas, e colocadas no Sul, diante da

Guardiã da Água.

 A peleja foi bem menos intensa do que

na etapa anterior. Tudo o que precisava ser limpo foi lavado pelos “

Elementais da Água

” sobre

a regência da

Deusa Guardiã

 do elemento.Bem mais fácil foi a terceira etapa, a de levar até o oeste e depositar diante da Guardiãda Terra tudo aquilo que não tinha utilidade, embora constituísse o volume maior. Oselementais da terra conduziram tudo e sepultaram.Na caverna só restavam coisas boas e úteis que facilmente ela as conduziu e as colocoudiante da

Guardiã do Ar 

 para que a tudo aquilo fosse entregue aos que mereciam. Os alegres

elfos

 e

 fadas

 as conduziram.A caverna estava vazia mas profusamente iluminada e plena de energia.

Thani 

 estavaexausta, deitou-se e adormeceu. Ao despertar viu que estava deitada sobre a mesma pedra.Não sabia por quanto tempo ali estivera ... um segundo, um minuto, um dia uma lua (mês) oumais;não importava, o importante foi o cumprimento de uma tarefa. Apenas viu que já era dia,o sol já havia despontado no horizonte estava algo, o céu bordado por nuvens muito brancas epuras, pássaros cantavam, cactos floriam, uma águia pairava altaneira no céu claro, e o cheirodo deserto chagaram até ela. Tudo havia renascido, a natureza parecia sorrir e

Thani 

 novamente se sentiu como aquela criança feliz que fora no passado, novamente vivenciava afelicidade.

Thani 

 estava cercada por todas as coisas boas que foram trazidas pelo seu amigovento.T

hani 

 agradeceu a

Taiowa

 e chorou...

 

25

“Abre

os teus olhos, vê o que estava oculto. Vem,retorna

à raiz de ti mesmo” 

 Rumi

36

“Muitas mulheres vêem o sangue

 Menstrual com asmarcas que o Patriarcado lhe colocou

” 

.

TEMA 1.688

Não faz muito tempo que a menstruação deixou de ser considerada sagrada e não sóperdeu esse lugar como passou a ser considerada algo negativo, incômodo, imundo, eindesejável. Essa mudança começou a se efetivar desde que o machismo se tornou dominante.O poder feminino estava liga

do à menstruação e simbolizado no “

saco de poder 

”, ou,nas sociedades mais primitivas, num pequeno “cabaço” no qual a mulher guardava os objetos

de poder. Por se tratar de um objeto de poder, sempre que uma pessoa queria prejudicaroutra, entre muitos modo

s, o mais eficiente, inegavelmente, era se apossar do “

saco de poder 

”, pois com isso havia destruição de todos os poderes da pessoa roubada. Por essa razãouma feiticeira tem o “saquinho” como sua maior fonte de poder, através dele ela estabelece

sua liga

ção com a “Mãe Terra” e em especial com a Lua.

A

s pessoas urbanizadas usam mais um “saquinho” de pano, ou e couro, enquanto nas

sociedades nativas era mais comum um pequeno cabaço, que era decorado ao gosto da

pessoa. Roubar o “cabaço”, ou quebra

-lo significava desfazer o poder de sua portadora.O

s patriarcas machistas, inspirados por Jeová, sabendo do poder que o “saquinho”

podia conferir, procuraram uma forma de evitar que as mulheres os possuíssem, para dessaforma tornar as mulheres meros objetos de reprodução. Para isso, a maneira mais simples queeles encontraram foi desacreditar, ridicularizar qualquer ritual inerente à menstruação,

evitando assim que o “saco de iniciático” deixasse de ser feito e que muitas formas de

reconciliação com a polaridade feminina da natureza fossem invocadas.Para a consecução desse objetivo, todo ritual inerente à menstruação foi sendo taxadode tolice, e ensinado que a menstruação não tinha função alguma a não ser a de substituiçãodo endométrio uterino. Não havia nela nenhuma fonte de poder, e isso foi tão ardilmentepreparado que a menstruação passou a ser uma condição indesejável. Assim a mulher se

desinteressou de fazer o “saquinho”; os rituais, que no passado eram comuns, praticamente

deixaram de ser realizados na sociedade atual. Para reforçar o intento machista, foi dito que omênstruo era algo sujo, imundo e sem valor! Na verdade o mênstruo é impuro apenasenergeticamente; na verdade ele não é impuro, mas é pode assim ser considerado por ser oveículo que leva para fora os resíduos energéticos indesejáve

is. Como diz o velho ditado: “

Nãoexiste água impura, mas sim impureza na água

”. Do mesmo modo é o mênstruo, ele não é

impuro por sua própria natureza, mas sim pelo fator energético que conduz, por veicularelementos energéticos que precisam ser descartados.

 

37O machismo conseguiu um formidável tento na sua pretensão de anular a mulher, aoconseguir que ela renegasse totalmente o que de mais precioso existe em sua natureza,repudiar uma colossal fonte de energia capaz de conceder-lhe supremacia.A dissintonia que foi estabelecida entre a mulher e a menstruação acarretou umdesequilíbrio energético muito grande em seu organismo; sem o poder de sua natureza, amulher ficou muito indefesa em ralação ao homem e daí a condição de subalternidade e debaixa estima em que hoje se encontra.Levantando-se contra a condição de submissão surgiu o movimento feminista. Isso éalgo muito importante, mas sem qualquer valor prático desde que os meios utilizados por elenão garantem nenhum poder pessoal. Não é conquistando certos direitos na sociedade que amulher conquistará os seus direitos, ela pode até conseguir direitos civis, mas não é isso quedita a pretensa superioridade masculina, mas sim o poder energético.As leis civis de direitos da mulher estão sendo conseguidos, mas daí para o poder real

há grande distância. Os princípios pregados pelas “feministas” jamais levarão à libertação da

mulher. Nenhum luta civil, ou social fará com que o machismo seja derrotado. A mulher podeconseguir direitos, mas isso nada vale se ela não reconquistar o poder feminino. Não são asleis civis que vão dar-lhe um padrão de autoconfiança; Ela pode ocupar cargos elevados nasociedade, mas sempre dependerá do homem, isso somente porque inconscientemente elasabe que não tem poder real.Diante disso o fundamental é a mulher resgatar o seu poder real. Basicamente ela temmuito mais poder do que o homem; é ela a geradora da vida humana, tem em si a maior partedo poder de crear vida biológica. O Poder Divino se manifesta através as

Mãe Natureza

, aquelepoder gerador, que tudo constrói, modela e governa.Em nível de energia o poder dela é bem superior ao do homem. De igual para igual amulher tem poder acentuadamente superior ao do homem. Se isso não acontece é porque elaperdeu esse poder, ou melhor, o deixou adormecido levados pelos ardis do machismo. Mesmoque ela ignore, ainda assim há como recupera-lo.Mesmo que o homem não saiba disso, ele age como dominador não por ter maisenergia do que a mulher, mas, sim, porque foi preparado pela sociedade para dominar, e amulher para ser denominada. A mulher reclama dessa condição, protesta, mas submete-se,isso por desconhecer o potencial que tem dentro de si. Para que ela possa ocupar o seu lugarde direito é necessário que volte a fazer sentir o poder de sua natureza e issofundamentalmente é algo da própria feminina. É preciso promover um resgate energético. Se

as “feministas” soubessem disso não estariam fazendo protestos, discursos e coisas assim; elas

gastariam o tempo em reativar o poder adormecido. Nenhum protesto em praça pública,nenhum desfile de rua, nenhum discurso em assembleias legislativas e Senado promoverá asupremacia da feminilidade.A elevação do feminismo até um nível de equilíbrio com o machismo é fundamentalque aconteça, mas isso só será possível mediante o incremento do poder feminino. O pior éque a mulher continua entrando no jogo do machismo, acreditando que o útero não tem outrovalor a não ser gerar filhos, que a menstruação é uma coisa dispensável, que pode ser abolida,por isso se submetendo a mutilações prejudiciais, debilitantes do seu grande poder energéticopessoal. São as mulheres as primeiras imporem isso a elas mesmas. Defendem a unhas edentes a histerectomia, a supressão medicamentosa da menstruação, etc. Ignoram que tudoisso pode seria sanado se estabelecessem a harmonia rompida com suas condições femininas.Isso pode ser feito facilmente, o difícil é convencer a mulher da pratica de certosexercícios. É muito difícil convencer a mulher de que existe esse poder roubado, e que é

 

38possível o resgate. Acontece assim porque muitos conceitos estão tão enraizados na formaçãofeminina que ela mesma acha impossível elimina-los.A civilização atual chegou a um ponto tao crítico que é preciso trazer de volta à mulhero seu poder, pois que só ela tem possibilidade de salvar determinados valores esquecidos, ounegligenciado pelo domínio machista. É preciso livrar a mulher do estigma da inferioridade. Aohomem isso é importante porque só há estabilidade através do equilíbrio dos opostos. Umasociedade machista, em longo prazo, é inviável, do mesmo modo que uma feminista. Oequilíbrio está no meio, portanto os extremos têm que ser evitados. Assim só pode haverharmonia com o machismo manter o seu poder paralelamente ao poder da mulher. A união deum par de pessoas não visa apenas à reprodução, há muito mais que isso.Somente com a união equilibrada é que a humanidade pode viver em melhorescondições, e combinando esforço poder se libertar do domínio de inúmeras forças espúria

É milenar a admissão da existência de uma estreita correlação entre as fases da lua eo ciclo menstrual, tanto é assim que em algumas culturas era admitido que a Lua menstruava.Atualmente algumas tribos de índios norte-americanos ainda consideram a Lua uma mulher, aprimeira mulher, e que, n

o seu quarto minguante ela fica “doente” –

 palavra que definem

como menstruação. Muitos camponeses alemães chamam o período menstrual de “

a lua

”.

 N

a França a menstruação é popularmente chamada de “le moment de la lune”.

 Citação de artigo de Suzana Volpato:

Camponeses europeus acreditavam que a Luamenstruava, que estava adoentada no período minguante, sendo que a chuva vermelha que o

 folclore afirma cair do céu era “sangue da Lua” 

.

Em várias línguas as palavras menstruação elua são as mesmas ou são associadas. Alguns povos usam o termo menstruação com

significado de “mudança de Lua”.

Evidentemente o ciclo menstrual tem certa correlação com as fases da Lua. O ciclolunar compreende 4 fases de igual duração. A cada 28 dias a lua completa o seu ciclo derotação em torno da terra, assinalado por 4 fases. Na verdade o ciclo menstrual acompanhaidêntico ritmo.Num organismo energeticamente equilibrado o ciclo da mulher começa após amenstruação que normalmente deveria ocorrer sempre na Lua Nova. Esta fase marca o início

do ciclo, a partir de quanto a imagem lunar “cresce”, chegando a um quarto do tamanho após

sete dias

 –

 quando se pode visualizar a metade do seu tamanho aparente. Nos sete diasseguintes ela aumenta até chegar no 14º dia a se apresentar em toda plenitude

 –

 Lua Cheia. Apartir daí ela começa a diminuir, chegando à metade do tamanho no Quarto Minguante, eprossegue até que todo o seu disco se apresenta obscurecido

 –

 fase de

Lua Escura

 

 –

, quandoentão ela não pode ser considerada nem um astro noturno e nem diurno.Afase de

Lua Escura

 dura 3 noites e este é o período mais poderoso dos cicloslunares. Aparentemente é como se a Lua dissipasse a energia acumulada para dar início aoutra reserva. No campo uterino ocorre algo semelhante, durante a menstruação acontece alimpeza física e energética. Quando há alinhamento entre a menstruação e as fases da lua, issonormalmente acontece na fase de Lua Nova. O útero se renova física e energeticamente, éeliminada a energia espúria a par do endométrio que não foi usado na nidificação do ovo.Em épocas remotas, os ciclos menstruais eram perfeitamente alinhados com as fasesda Lua. O normal é a ovulação ocorrer na Lua Cheia e menstruação na

Lua Escura

 (Lua Nova).

 

44A Lua Cheia é o ápice do ciclo da criação, quando o índice de energia é mais alto e facilmenteliberado. Na Lua Cheia o endométrio está preparado para proceder a nidificação,coincidentemente é quando também o índice de

energia sutil 

 está mais elevado. Isso é muitoimportante, pois há a força magnética da Lua, além do efeito maré atuando sobre o organismomotivado pela gravidade lunar. A associação desses fatores com o elevado coeficiente deenergia sutil possibilita uma nidificação ideal para um desenvolvimento fetal perfeito. Isso nãoacontece quando a fase da lua e a fase menstrual estão desalinhadas, pois enquanto um dos

elementos estimula o outro pode desestimular; podemos comparar a um jogo de “cabo deguerra”.

Outro fator importante que entre em jogo é que a

energia sutil 

 é fundamental para agestação. Possivelmente um óvulo geneticamente mal constituído não reage bem à energiasutil, então não há facilidade para um bom desenvolvimento embrionário. Isso não acontece,quando o ciclo está em desalinhamento com a fase da Lua, a possibilidade dedesenvolvimentos fetais anômalos é muito mais elevado. Quando há alinhamento umfecundação imprecisa não prossegue.Nos 14 dias que antecedem a libertação do óvulo, a energia da criação se manifestadando lugar a tudo que for necessário para um eficiente desenvolvimento do ovo. Quando oóvulo não é fecundado ele é eliminado

11

.Em nossa sociedade atual, o uso de pílulas anticoncepcionais, faz com que a mulherdeixe de lado o alinhamento e consequentemente perturbações significativas na dinâmicauterina, ela até mesmo ignora o que ocorre dentro de si, o ciclo de criação e de eliminaçãoovular.E

ntre muitas populações nativas, as mulheres são consideradas “tabu” durante o

período da menstruação. Esse período para algumas tribos era considerado um estadopeculiar em que a mulher devia se recolher em um local escuro

 –

 tenda menstrual

 –

, pois,segundo a crença, a luz da Lua não devia incidir sobre ela. Enquanto isso o estado deisolamento mensal favorecia a sua capacidade perceptivas, quando então podia melhor

exercer atividades de profetiza e de conselheira. É na fase de “Lua Escura” que a mulher mais

facilmente pode manter contacto mais íntimo com as forças instintivas dentro de si, podendo,então estabelecer uma ponte entre dois mundos distintos.Na prática se a mulher quer ser inspirada, quer ser receptiva para mensagens,necessite de inspiração, em todos os sentidos é nessa fase de recolhimento que ela pode obteras maiores vantagens. Se há algo para resolver, questionamentos diversos, se deve meditarsobre problemas, a melhor época é no período de Lua Escura. É o período de receber

 –

 

receptivo. Por outro lado, o poder ativo é intenso no período de “Lua Clara”, especialmente na

Lua Cheia - exatamente quando o índice de energia é mais elevado. É um período de emissão,de construção, de resolução de tudo aquilo que haja recebido intuitivamente no períodoanterior.Para maior eficiência disso é fundamental a existência do alinhamento damenstruação com a Lua.O 

sabat 

 

das feiticeiras” ocorria em noite de Lua Cheia, exatamente por corresponder

ao período de maior disponibilidade energética. No inicio o

sabat 

 só ocorria na Lua Cheia,depois passou a ser praticado nas demais fases.

11

 Óvulo palavra que indica antes, ou quando não fecundado, ovo depois de ser fecundado.

104O

nde não existir um grupo, o “ritual da menarca” pode ser feito individualmente.

Nesse caso a inicianda é a própria iniciadora. Ela deve ficar descalça, fazer inicialmente umcirculo mágico e se posiciona dentro dele, e estar vestida de branco. Acende uma vela branca,

toma nas mãos o “saquinho” e coloca nele os objetos citados. A seguir, ela mesma prende o“saquinho” na cintura, tal como citado no ritual. Acende um incenso, a

paga a vela branca eacende a vermelha, troca de vestes, ou põe um xale multicolorido. Faz uma prece deagradecimento (mental, ou verbalmente), dirige alguma palavras de ligação com a Mãe Terra.Jura que não mais vai repudiar a menstruação e que sempre quando possível fará os rituais deintegração com a terra (descrito em outra palestra).Em um ritual coletivo só devem ser iniciadas jovens que no máximo haja menstruado amenos de cinco anos. Por outro lado, não há tempo limitativo para o ritual individual.

AMBIENTE:

A Magia requer uma "atmosfera" propícia, um ambiente suficientemente envolventepara a realização do ato mágico. Aquele ambiente varia muito conforme o tipo de "trabalho"almejado. Hora é uma clareira num bosque, hora uma floresta densa, hora uma noite de luacheia, uma de tempestade com trovões e relâmpagos, um cemitério abandonado, ou a solidãode uma igreja. Em suma, há a necessidade de um ambiente completamente diferente daquelede rotina da vida da pessoa. O ambiente mágico exerce ação tanto sobre o mago, quantosobre os participantes do ato, pois aquele cenário vai funcionar como um modificador dopadrão de vibração da mente dando chance a que ocorram as percepções fundamentais doato.A Magia pode agir de diferentes modos. No caso dos rituais, na maioria da vezes, aatuação se faz através da Mente. Por isso deve ser levado em conta aquilo que fica gravado namente da pessoa. Assim, uma cerimônia iniciatória deve ser efetivada com o máximo possívelde seriedade e solenidade a fim de ser registrada uma imagem. Por exemplo, um ritual deunião com a Lua, não haverá o estabelecimento de vinculo físico algum, mas a mente dapessoa pode se manter em sintonia com o astro e assim a canalização de energia.Se uma iniciação for efetivada como encenação teatral, com certe ela não terásignificado algum e, menos ainda, poder.O maior poder dos principais atos de Magia não reside nela diretamente, mas sim novínculo que é estabelecido com a mente da pessoa.

DADOS DE ORIENTAÇÃO SOBRE O RITUAL:

Época

 melhor para a efetivação do ritual: Em um dos três dias precedentes à LuaCheira.É importante noite clara, Se no dia marcado estiver muito nublado é importante queseja transferida para outra data.

Dia

 melhor: Especialmente

Quinta Feira

.

Hora

 ideal: Meia noite por ser a hora de transição, hora da mudança; fim de um dia einício do outro. Mas, não podendo ser nessa hora outra qualquer não invalida o processo.

 

105

Luz da Lua

. É importante a presença da Lua, assim os celtas, e os nativos que vivem nocampo fazem muitos rituais ao ar livre.No Egito o ritual da Menarca era feito dentro do Templo, mas nos templos de Hathor

havia a “sala de iniciação”. Aquela sala era sem teto exatamente para, conforme a iniciação a

ser realizada, houvesse a luz da Luz, do Sol, ou das Estrelas.

Participantes

: Jovens prestes a menstruar, ou que já tenham menstruado há menos de5 anos.

 Assistentes

: Somente mulheres que já tenham menstruado. As menopausadas, assimcomo histerectomizadas ( sem útero) podem participar. Tanto as participantes, quanto asassistentes que tenham entendimento para o significado de uma iniciação. Qualquer mulherpode comparecer, mas deve ser feito tudo com muita discreção. Não tornar a iniciação umespetáculo social, ou algo semelhante. Não se trata de uma festividade...

Vestes

: A inicianda na primeira fase, usar roupa branca. Na segunda, roupa estampada.Deve esta descalça para o estabelecimento de sua ligação com a Mãe Terra.

Velas

: Uma branca e outra vermelha.

Vinho

. Uma pequena taça, mas o ideal é Suco de Uva, pois a bebida alcoólica não temnenhum sentido; o que importa é cor. Por isso pode ser outra bebida, um suco vermelho,groselha ou algo assim, pois o que importa é a cor vermelha indicativa do sangue.

 Ambiente

: Rico em tons de vermelho.

Duração

 da cerimônia: Não estipulado. Recomenda-se que as preleções sejam curtaspara evitar o tédio.

Conteúdo

 

do “

Útero Ritualístico

”: Um búzio que representa a vagina, contas

vermelhas, granadas, pétalas de rosa, um desenho de sua vulva em vermelho, uma espiral, odesenho de uma lua em vermelho.Ao conteúdo do saquinho, a mulher vai durante sua vida fértil colocando uma pequenaamostra de tudo o que julgar ser importante. Um papel de filtro embebido com uma gota daprimeira menstruação, do mênstruo, do sangue das parturições, em suma, de tudo o que formarcante.

Cuidados especiais

: Lembrar que o “

Útero Iniciático

” é um objeto de poder mágico,

portanto que requer grande cuidado com ele, em todos os sentidos. Se, por exemplo, ummago (a) negro (a) se apoderar dele a dona estará sujeita a coisas muito desagradáveis.

 

106

Divulgação

: Pela natureza do ritual é importante que ele não seja publicamentedivulgado, por se tratar de um ato de magia cerimonial, e que as religiões, por certo, nãoaceitarão. Sigam os 4 preceitos do Hermetismo, principalmente os dois:

Ousar 

, e

Calar.

 Devehaver discreção, mas não negação e nem total sigilo, pois do contrário como as jovenstomariam conhecimento da ritualística e as mulheres viriam a ter um próprio? Mas,reservadamente é significativo que s fale sobre a existência e a importância dessa, e de outrasiniciações referente à vida sexual, pois só assim outras mulheres possam se interessar econsequentemente usufruírem dos benefícios. Essa iniciação não deve ser propaladaindiscriminadamente, mas também não deve ser mantida egoisticamente guardada; a iniciadatem que se dar conta de que ele não ele não foi criado somente para ela. Se tiver a suafotografia ela pode ser vasta por outras pessoas, desde que salvaguardadas essas instruções.

Documentário

 (Filmagem e fotografia): As pessoas presentes podem ser fotografadasantes e depois da cerimônia. A Inicianda pode ser fotografada vestida de branco, com a rosano peito, e depois de colorido, com a rosa vermelha. O cerimonial não deve de forma algumaser registrado por qualquer meio, gravação, filme, fotografia, ou outras formas de registro.

Sigilo

: O ritual, de forma alguma, deve ser presenciado por alguém do sexo masculino,a não ser que se trate de um Xamã, Mestre, bruxo, mago, ou equivalente, e, mesmo assim, seisso for imperativo. Na verdade deve haver descrerão sobre o ritual, mas ele literalmente podechegar ao conhecimento de alguém do sexo masculino, por isso se a descrição cair em mãosmasculinas, não tem muita importância. O que é crucial é o assisti-lo, porque o fundamental éo lado emocional, o envolvimento mental resultante do ritual. Na verdade trata-se de um atode magia e em tudo o que diz respeito à magia tem que haver muito cuidado. Alguém queassista, ou que escute uma descrição, se houver uma carga emocional suficiente intensa, estásujeito a se identificar, o que, por certo, pode fazer a mente masculina entrar em conflito sejalevada a um nível de vibração inadequado, e isso custará muito caro à pessoa. Quando umritual feminino, e vice-versa, é assistido pelo sexo oposto pode determinar um processo deidentificação, o que, por certo, causará problemas sérios. Por certo um Xamã, Mestre, Bruxo, édiferente porque se tratando de uma pessoa de conhecimento ela sabe que não deve seenvolver com o ritual, assim sendo não há envolvimento emocional. Mas, considere quemesmo uma pessoas do sexo masculino habilitado, nada tem a colher, por isso deixe que tudodecorra apenas no âmbito das mulheres.Periodicamente a mulher deve

conversar 

” com o seu “

Útero Ritualístico

”, como se

estivesse com uma amiga, uma verdadeira confidente. Pedir auxilio nas horas precisas, porquese trata de um objeto de poder ligado à Lua. Não deve considerá-lo como um depósitos decoisas, mas sim como um gerador de poder.

 

107

“ Tristes acham que o vento geme;

os alegres acham

que o ele canta” 

 

TEMA 1.694

Na vida da mulher, ocorre um ciclo vicioso que precisa ser desfeito. Sofrimento versusaversão à menstruação e, mais ainda, à menopausa. Menstruação versus sofrimentos esse é odilema feminino e podemos dizer que se trata de uma condição imposta pelo machismoinduzido por uma força espúria.Nesta palestra vamos ensinar como alguns exercícios simples que visam libertar amulher do terrível estigma causado, especialmente, pelo desconhecimento da menstruação.As sociedades primitivas estabeleciam uma separação no tocante às atividades decada sexo, mas não uma segregação como aquela imposta pelo machismo. Na luta pelo poder,a mulher foi induzida a renegar sua condição básica, e isso marcou o predomínio do masculino.Ela vem buscando a reconquista dos direitos, mas nem sequer têm ciência de que mais do quedireitos ela tem um impressionante poder místico o qual não é conquistável por bravatas, leis,e domínio civil, mas sim por mudança de posição diante da vida, da integração com a

MãeNatureza

. Divorciada dela qualquer movimento tende a falhar porque a causa permaneceráativa.O poder pessoal é assinalado por carisma, por simpatia, em suma, pela manifestaçãode uma força interior que se faz sentir pela personalidade marcante, mas sem domínioditatorial, ou coisa equivalente, e esse poder a mulher sempre possuiu, mas que foi recalcadoe ela por ignorar certos princípios é quem mais contribui para a continuação do processo, e opior tem sido cada vez mais alimentado por múltiplos meios de informação.A subalternidade feminina tem como causa a perda do poder místico resultante danegação de sua própria condição expressa pela menstruação, gestação e menopausa. Amulher para se libertar da condição de submissão e de menosprezo primeiramente necessitaresgatar o poder que nela foi reprimido, e isso pode ser feito com certa facilidade, contudorequer um tanto de determinação pessoal. Embora os exercícios sejam muito simples, aindaassim não podemos dizer que se trata de processos facilmente obtidos em curto prazo, issoporque se tratam de normas de conduta cristalizados na mente feminina por milênios. Aquiloque está impresso há tão longo tempo não pode ser apagado de um minuto para outro. Oestigma que atinge a mulher na área ginecológica é decorrência da forma como ela tem sidocriada na sociedade moderna, por várias encarnações.O ciclo vicioso pode ser facilmente quebrado, o que não é fácil é a mulher acreditarque os exercícios podem resolver; acreditar que é vitima de algo muito sério, que sede de seusproblemas reside no nível energético e não somático. A descrença Isso a leva à falta de

113

TEMA 1.762

Pela afinidade energética, nos momentos de convívio íntimo a criança na gestação podeabsorver muito energia e incorporar modelos energéticos do pai, mas não tanto quanto o queo faz da mãe, e também de outras pessoas.A criança na vida intra-uterina, fundamentalmente recebe energia dos pais e incorporaenergia dos pais, e também do ambiente externo principalmente das pessoas do convívio. Aenergia assimilada pode conter modelos energéticos das mais distintas categorias. Com basenisso, um cultor da magia negra pode impregnar uma criança no ventre materno de formadrástica. Por isso em culturas antigas a gestante era protegida contra malefícios através desímbolos, e outros adereços de uso na Magia, de rituais e outros meios, visando em especial àcriança que estava sendo gerada.U

ma criança pode ser “enfeitiçada” mesmo antes de nascer.

Aenergia é fundamental na gestação, quanto mais a gestante dispuser dela mais ideaisserão as condições pra uma gestação saudável, por isso ela deve saber poupá-la e quando tiverde usá-la deve fazê-lo parcimoniosamente. Muitas culturas recomendavam a mulher se absterdo coito durante a gestação. Na verdade se ela souber poupar energia no orgasmo não temproblema algum a relação sexual, mas se não souber trabalhá-la é preferível a abstinência.Como há polaridade em tudo, então da mesma forma que o coito pode provocar umaexaustão de energia também pode aumentar. Uma gestação carente pode trazer para acriança condições orgânicas indesejáveis, mas também pode ocorrer captação energética demuitas maneiras. A mulher de conhecimento sabe como usar a energia orgásmica comsabedoria.Durante a gravidez a gestante pode incorporar muitos modelos energéticos do esposo eaté mesmo isolar modelos que não sejam bons. Essa é parte da arte da magia sexual. Mas amulher que conhece ela pode se expor, pois sabe como evitar contágios energéticos.Algumas doutrinas usam dar passes magnéticos

 –

 passes mediúnicos

 –

 com imposição dasmãos para transferir energia. Na verdade, através das mãos o fluxo é maior, mas não é só como contacto físico o necessário, mesmo a certa distância pode haver transferência energética.Uma estante que não tenha conhecimentos de magia se possível deve evitar apertos de mãoscom pessoas desconhecidas ou de índole negativa.Sabe-se que não é somente no coito que ocorre assimilação de energia, mas até pelapresença, mesmo apenas com a presença e o simples contacto físico pode permitir

 

114incorporações energéticas. Por isso até mesmo a gestante deve saber quando evitar ou não apresença de determinadas pessoas efetuado.Por não ser imprescindível o contacto sexual para transferência energética para energizaruma gestação e fortalecer o feto, então parentes, pessoas amigas podem contribuir nessesentido, e até mesmo visando transferências de modelos energéticos.A energia destinada a uma gestação, como dissemos antes, pode ter várias origens. Agestante pode capta-la visando o bom desenvolvimento do feto tendo como fonte lugares,ambientes, e de outra pessoa independentemente do sexo. Nesse caso o processo não estárelacionado com o lado sexual, pode ser de uma pessoa do sexo feminino, ou masculino,mesmo que nem sequer haja o mínimo interesse sexual. Na verdade nem sempre atransferência de energia é decorrência do contacto sexual, o processo é outro, muitodiferente, embora na relação sexual seja muito mais efetiva. Na verdade o processo é muitosimples em se tratando do esposo, pois o contacto sexual facilita acentuadamente atransferência. Em segundo lugar em facilidade citamos os parentes, e pessoas que moram nomesmo ambiente, em decorrência do tempo de vivências em grupo.Não é necessário que a energia seja retirada de alguma pessoa, ela pode ser obtida domeio ambiente, de lugares especiais, das flores, das montanhas e especialmente do mar.Atransferência de energia pode ser feita em um processo mental, que às vezes ocorrenaturalmente e as vezes intencionalmente. Se a mãe tem conhecimento disso então ela podebeneficiar a futura criança dotando-a de certas qualidades, ou seja, induzindo-lhe qualidadescaptadas de outra pessoa independentemente do sexo. Mas para isso é imprescindível que aenergia captada haja sido de alguma forma liberada em alguma das várias formas de emissãoenergética. Se a pessoa fechar o seu fluxo energético torna-se impossível a energia sercaptada, é preciso que haja doação, ou então que o doador seja um tolo que viva esbanjandoatoa sua energia pessoal. Assim sendo muitas gestantes, se dando ou não conta do que estáocorrendo, agem como vampiras.Muitas vezes a dificuldade de desenvolver o processo gestacional reside na carência deenergia.A gestação deve ocorrer em ambiente rico em energia, pois a gênese da via biológicarequer muito energia sutil. Ela pode ser usada para tratamento de ameaças de aborto,manutenção de gestações difíceis. A medicina sempre busca explicar muitos problemasgestacionais a distúrbios hormonais, ou carências ligados a vitaminas e coisas assim, contudo oproblema pode residir em problemas bem diferentes, como, por exemplo, a energia sutil.Nesses casos à dieta alimentar normal deve ser intercalada com a alimentação prânica, oumística.A alimentação durante a gravidez deve merecer muita atenção com vista à energia sutil,portanto é imprescindível que seja feita a sua limpeza vibratória é bem significativa a fim deserem evitadas impregnações energéticas e incorporação de modelos energéticos.Naturalmente não vai fazer bem incorporar modelos de sofrimento do sacrifício de animaisque habitualmente estão contidos na carne. Nesse sentido mais dramático é a ingestão de

 

115carne de animais que s sabem do sacrifício. Nesse sentido o peixe é menos rico em modelos deimpregnações inerentes ao processo de sacrifico, angustias do abate.É uma boa norma a gestante ir ao campo, às montanhas, à praia, afim de captar energia.Por outro lado deve evitar ambientes com multidões, ambientes energeticamente poluídos.Atualmente está em voga uma prática que está sujeita a ser muito negativa na gestação.Ela diz respeito a exposição do ventre grávido. Isso não deve ser feito, não tem nada a ver commoralismo; o que acontece é que os olhares dirigidos ao ventre gravido direciona energia fluxode energia e que nem sempre é favorável. O recato que as religiões aconselham, mesmo queos ministros não saibam explicar do porquê da recomendação, tem razão de ser mas não pelolado da moral. Na verdade o problema é de nível energético. Não se suspeito do que se passana cabeça de uma pessoa quando oberva um ventre grávido. Pode ser um sentimento deinveja, de suspeita, cenas mentais de sexo, etc. e nada disso é favorável à gestão e ao feto.Há tendências a dizer que a mulher não tem que esconder a gestação, cobrir o ventre,usar roupas o mais discreta possível, mas os que assim pensam o fazem porque desconhecemas transferências energéticas que podem ser endereçada pelo olhar. O cuidado que a gestantedeve ter não se prende a códigos mais sim a princípios de leis naturais, como as detransferência de energia e de modelos energético.Outro aspecto que merece consideração especial diz respeito ao tipo de coito que aocasionou a gestação. O nível e a natureza da energia em uma gravidez depende muito do tipode coito. Há, gravidez desejada e gravidez repudiada. Uma gestação oriunda de um processode amor naturalmente o abastecimento energético é muito diferente do daquele feito comrancor, com desprezo, ou mesmo com rejeição. Dom Juan citava o coito aborrecido, aqueleque está vazio, feito por dever. Uma esposa que atende o coito como um dever para com oesposo, mas que preferiria não fazer sexo. Naturalmente que aquele coito é algo aborrecido,algo que não soma nada, e consequentemente a gestação energeticamente será por certocarente de energia sazonal.

 

116

“ Mesmo que habiteis o mundo das

 formas a ele não

 podeis pertencer” 

 

Trigueirinho

  • Facebook Social Icon
  • Instagram Social Icon
  • YouTube Social  Icon

Todo conteúdo do site é de propriedade do Prem Samit Awakening Center

atualizado em 29.01.2018